“Dê a todo aquele que lhe pede e, se alguém tirar o que pertence a você, não exija que o devolva.” — Lucas 6:30
Existe uma dor que não faz barulho, ela só muda o seu EIXO: é a dor da PERDA. Quando algo é tirado e você sente que não volta. Um tempo, uma confiança, uma chance, um pedaço de inocência. O que machuca não é só o fato, é a ideia de DANO PERMANENTE, como se você tivesse ficado MENOR por dentro.
Quando a vida é VIVIDA pelo que FALTA, o coração entra em “modo” DEFESA. Você não fica MAL; você vira CUIDADOSO demais. Começa a segurar, medir, calcular. E sem perceber, o episódio do trauma passa a MORAR em você. Você GUARDA o mal que te acometeu: a injustiça, o medo, o ressentimento. Guarda para se proteger. Só que o que você guarda não fica parado. Ele vira a lente pela qual você vê o mundo e as pessoas.
Você passa a amar com o pé no freio. A confiar com ressalvas. A interpretar pessoas como risco. É assim que uma terra fértil cultiva ESPINHOS: não por maldade, mas por fechamento prolongado.
Por isso esse verso de Jesus incomoda tanto. “Não exija de volta.” Nem sempre é sobre dinheiro. Às vezes é exigir de volta respeito, reconhecimento, retratação, o tempo perdido. E quando isso não vem, você fica preso no lugar onde a história te FERIU. O problema não é querer justiça. O problema é quando aquilo que te tiraram vira o seu CENTRO, mas não de INSPIRAÇÃO, mas de DOR.
Ser inteiro não é não doer. É não deixar a dor GOVERNAR. Quando você está ligado à FONTE da eternidade, a perda dói, mas não te define. O veneno não vira dono das suas emoções. E o que era ferida pode virar ADUBO.
Você tem vivido pelo que FALTA ou pelo que TRANSBORDA? O mal virou MEMÓRIA ou MORADA? Dentro de você está nascendo ESPINHOS… ou um JARDIM?
Leia a Bíblia como uma carta de AMOR.