“Bem-aventurado aquele que não tropeça por minha causa.” — Lucas 7:23
Não nos decepcionamos exatamente com as pessoas. Nos decepcionamos com a EXPECTATIVA que criamos a respeito das pessoas. Nos decepcionamos com a nossa PRESUNÇÃO, que construiu uma falsa ESPERANÇA sobre atitudes e comportamentos do outro que nunca foram prometidos.
Tropeça quem:
- espera que o OUTRO seja meio para seus fins
- espera que a FÉ seja proteção contra a dor
- espera que DEUS seja garantia de conforto
Não tropeça quem:
- entende que DEUS é FONTE, não ferramenta
- aceita que o FLUXO da vida passa também pela dor
- transforma sofrimento em amadurecimento
Examine agora, com honestidade, se existe alguma AMARGURA guardada. Se em algum momento da relação com Deus ou com o OUTRO você pensou, mesmo em silêncio: fiz tudo “certo”, acreditei, me entreguei… e, ainda assim, me feriram. Fica na alma a dor de quem pensa sem dizer: “eu não imaginava que seria assim.”
Tropeçar é quando a dor deixa de ser vivida e vira ACUSAÇÃO interna:
- “se Deus fosse bom…”
- “se eu tivesse sido mais amado…”
- “se esse amor fosse verdadeiro…”
O erro primário está em colocar o EGO como centro. É ali que criamos nossa própria frustração. Quando o EGO governa, a EXPECTATIVA DE RETORNO se torna condição para permanecer, e essa expectativa é exatamente o nosso TROPEÇO.
Quando a FONTE ocupa o centro, permanecemos, não porque estamos BLINDADOS contra tudo, mas porque a dor não desloca o eixo existencial para a EXPECTATIVA.
O que em mim se frustrou com Deus? Em que momento eu esperava outra resposta? Onde eu confundi FONTE com garantia? Estou ferido… ou decepcionado?
Leia a Bíblia como uma carta de AMOR.