“Ó geração incrédula e perversa… até quando vou estar com vocês e ter que suportá-los? Traga-me aqui o seu filho.” — Lucas 9:41
À primeira vista, parece uma bronca. Mas esse verso está falando sobre algo muito humano: o LIMITE invisível de tentar dar conta de tudo SEM AJUDA.
Chamamos de FORÇA o que, no fundo, é EXAUSTÃO camuflada. Chamamos de RESPONSABILIDADE o que já virou SOBRECARGA emocional. Chamamos de CORAGEM o que é muitas vezes o MEDO de pedir socorro.
Quando o texto chama essa geração de INCRÉDULA e PERVERSA, não está ACUSANDO moralidade. Está descrevendo o DESALINHAMENTO silencioso que acontece quando confiamos apenas em nós mesmos.
INCRÉDULO é quem vive como se fosse sua própria FONTE de energia, cuidado, solução e sentido. PERVERSO não é o maldoso, mas quem caminha DESALINHADO daquilo que nutre a própria vida por dentro, ACUMULANDO peso, controlando tudo, tentando salvar o mundo com o peito VAZIO.
Essa é a perversidade do nosso tempo: o EU no centro de tudo, tentando ser tudo para SI MESMO e para todos, carregando tudo SOZINHO e, aos poucos, perdendo a si mesmo no processo. O PESO não é o problema. O problema é a SOLIDÃO no peso.
E é por isso que a frase final é tão poderosa: “traga-me aqui o seu filho”. É um convite para o DESAPEGO heróico de tentar resolver tudo SOZINHO. Traga aquilo que você carrega SOZINHO para não parecer FRACO.
Traga para para alguém de CONFIANÇA, para uma CONEXÃO onde você PERMITE expor o que ainda não consegue dizer em voz alta. O verso não diz “aguente firme”. Ele diz outra coisa: “não CONTINUE nisso SOZINHO.”
A pergunta honesta fica para dentro: o que você ainda SUPORTA em silêncio e por quê?
Leia a Bíblia como uma carta de AMOR.
Ler esse texto me fez meditar de duas formas, posso simplesmente me emocionar e sentir gratidão por um instante, ou posso “mover” da solidão oculta e buscar ajuda, compartilhar as dores com quem sente as dores, faz toda diferença.
Romanos 12:15 Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram.
Obrigado amigo Ricardo pela reflexão