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Ocupados demais buscando o que não importa

“reconheceu que ele era o mesmo homem que costumava mendigar sentado à porta do templo chamada Formosa. Todos ficaram perplexos e muito admirados com o que lhe tinha acontecido.”Atos 3:10

Aquele homem estava ali todos os dias, na entrada, no CAMINHO de todo mundo. À porta do templo, exatamente o lugar onde as pessoas iam BUSCAR Deus, sentido, paz e propósito; porém ninguém AJUDOU de verdade.

Não porque fossem maus, mas porque estavam OCUPADOS. A rotina tem esse poder silencioso: ela transforma pessoas em PAISAGENS e FERRAMENTAS. Você não ignora por maldade, ignora porque ficou “NORMAL”. E o que foi normalizado deixa de ser visto como problema. E o que deixa de ser visto como problema, deixa de ter RELEVÂNCIA.

As pessoas passavam por ele para entrar no templo, cumprir seus rituais, fazer suas orações, buscar o SAGRADO, e saíam sem ter qualquer consciência do SIGNIFICADO do SAGRADO, que estava logo à porta, do lado de fora. O SAGRADO estava dentro, e seu EXERCÍCIO real estava na porta, e ninguém CONECTOU os dois.

Essa é a armadilha da ROTINA: nos convence de que estamos buscando algo IMPORTANTE enquanto passamos por cima do que é ESSENCIAL. Tão focados em GANHAR a vida que esquecemos que a vida só é encontrada quando CULTIVAMOS e frutificamos a vida EM OUTRAS pessoas.

A perplexidade da multidão quando o homem foi curado revela algo incômodo: ninguém esperava que ele mudasse. Haviam NORMALIZADO aquela situação a ponto de não IMAGINAR que tinha solução. A surpresa não era apenas com o milagre, era com a ruptura de uma REALIDADE que silenciosamente já havia sido aceita como permanente.

O que normalizamos, deixamos de ver. O que deixamos de ver, deixamos de ACREDITAR que tem solução. E o que acreditamos que não tem solução, deixamos de tentar tocar.

Pedro e João fizeram o movimento oposto: pararam, viram e AGIRAM em favor do homem. Antes de qualquer solução, houve PRESENÇA. Antes de qualquer cura, houve CONTATO real com aquela vida. E foi exatamente esse movimento que abriu o que nenhuma moeda jogada de passagem jamais abriria.

A vida não é encontrada na chegada ao destino. É encontrada no que você faz com as vidas que CRUZAM o seu caminho enquanto você ANDA. Quantas pessoas no seu caminho diário viraram paisagem? Quem você normalizou a ponto de não ver mais? E o que você tem buscado com tanta urgência que passou por cima do que realmente importa?

Leia a Bíblia como uma carta de AMOR.

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Ricardo Rocha

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