“Os ímpios cobiçam o despojo tomado pelos maus, mas a raiz do justo floresce.” – Provérbios 12:12
Você já se pegou ADMIRANDO o que alguém conquistou sem perguntar COMO foi construído? Já desejou o RESULTADO de alguém ignorando a RAIZ que sustenta aquilo?
Aqui aparece uma lógica muito comum: admirar o RESULTADO sem considerar a RAIZ. É a “adoração” pelo que foi conquistado, não pelo MODO e pelo COMO foi construído.
O RESULTADO é sedutor, visível, comparável e publicável. A RAIZ é invisível, silenciosa, demorada e trabalhosa.
O texto não fala apenas de moralidade. Ele fala de PRINCÍPIOS. O ímpio cobiça o DESPOJO, aquilo que já está pronto, conquistado, visível. O justo trabalha a RAIZ, aquilo que ninguém vê, mas que sustenta tudo.
Quando você se apaixona pelo resultado, começa a copiar a FORMA sem uma CONEXÃO com a FONTE. Tenta reproduzir o FRUTO sem enfrentar o PROCESSO. Quer a colheita e despreza a estação. E, aos poucos, troca MATURIDADE por PERFORMANCE.
O problema não é desejar prosperar. O problema é desejar prosperar sem PRINCÍPIOS. Resultado pode ser roubado, pode ser herdado, pode ser improvisado. Raiz não! Raiz é construída e por isso o FRUTO tem CONSISTÊNCIA.
Muita gente quer o CASAMENTO que parece feliz, mas não quer a DISCIPLINA de diálogo e renúncia. Quer o NEGÓCIO que prospera, mas não quer a CONSTÂNCIA do trabalho. Quer o CORPO que impressiona, mas não quer a ROTINA que transforma.
A pergunta é simples e desconfortável: você está apaixonado pelo que aparece ou comprometido com o que sustenta? Porque no fim, não é o resultado que determina seu futuro, é a RAIZ que você decidiu CULTIVAR.
Leia a Bíblia como uma carta de AMOR.