“Senhor, não me repreendas no teu furor nem me disciplines na tua ira.” — Salmos 38:1
Você já tomou uma decisão no auge da RAIVA e depois percebeu que não era LUCIDEZ, era DESCARGA emocional? Já tratou alguém com DUREZA não pelo erro cometido, mas pela FRUSTRAÇÃO que aquilo gerou em você? Já percebeu que, muitas vezes, sua IRRITAÇÃO é maior do que o fato em si?
Esse verso é um pedido por SOBRIEDADE emocional. Não é medo de punição. É consciência de que decisões tomadas no FUROR quase sempre geram dano maior do que o problema ORIGINAL.
Mas há algo ainda mais profundo nessas circunstâncias: grande parte da sua RAIVA não é CONTRA o outro, é o choque da DECEPÇÃO com você.
Primeira falha: você construiu uma EXPECTATIVA que não foi combinada, alinhada ou garantida. Foi uma projeção sua.
Segunda falha: você acreditou que conseguiria CONTROLAR o comportamento do outro, seja pela gratidão a “ótima” pessoa que você é ou pelo “ótimo” serviço que você acha que “presta” para ela.
Quando isso falha, e quase sempre falha, a FRUSTRAÇÃO é enorme. Mas, você não está furioso porque o outro errou, você está furioso porque sua forma de CONTROLE falhou, e isso dói no EGO.
A raiva é uma tentativa de restaurar esse CONTROLE. Você acusa, pressiona e machuca, mas não para RESOLVER, mas para recuperar a sensação de PODER. Só que, se sua PAZ depende do outro funcionar conforme sua imaginação, então sua paz é ESCRAVA da disposição do outro.
Maturidade é reconhecer:
- Eu me pensei melhor e merecedor
- Eu projetei demais
- Eu quis controlar demais
- Eu reagi para aliviar meu ego ferido
Tomar decisão sem LUCIDEZ emocional não é força, é INSTINTO. Tratar pessoas segundo seu DESAPONTAMENTO é INJUSTIÇA disfarçada de rigor. A expectativa frustrada é, antes de tudo, uma construção SUA.
Você quer resolver ou quer provar que está certo? Você quer justiça ou quer que o outro pague pelo seu EGO ferido? Sua reação está construindo algo ou apenas descarregando tensão?
A raiva é um péssimo conselheiro. A LUCIDEZ é o único caminho que preserva RELAÇÕES.
Leia a Bíblia como uma carta de AMOR.